analisando filme: a chegada

Atualizado: Mar 14


Qual será a relação entre esse filme e o que acontece com a nossa mente quando estudamos Astrologia?

O filme A CHEGADA fala sobre uma profissional especializada em linguagem humana que é contratada para decodificar a língua de alienígenas que acabaram de aterrissar na Terra, chamados de Hectapods.


Essa experiência do filme pode, em termos de correspondência, se relacionar com a nossa experiência de decodificar línguas que são estranhas a nossa consciência até então, como a linguagem oculta contida nos sinais e símbolos e observadas nos logogramas e no mapa astral.

No filme, é bem simbólico o fato de serem 12 naves que vieram de um lugar estranho à Terra e aterrissaram nela em diferentes pontos geográficos, porque assim também, acontece com a Astrologia: Temos doze signos que vem do céu e aterrissam nas casas astrológicas, determinadas por pontos geográficos em um instante do tempo.

No início dos estudos apresentado no filme, é percebido a quantidade de recursos que são disponibilizados para transpor a barreira de comunicação apresentada na tradução dos logogramas e, o que sobressaltou e realmente causou a decodificação foi a aproximação, o envolvimento e a observação refinada da linguista nos encontros com os Hectapods.

Parece mágico mas, ela vai aos poucos decompondo os logogramas, como decompomos os signos, casas, planetas e suas interações.

É importante frisar que as informações iam se somando a cada encontro, a cada interação, a cada experiência compartilhada que traziam novos significados: as vezes em forma de substantivo, outras em verbo e adjetivo que vão narrando experiências.


E ai, é interessante perceber que durante o processo ela vai sonhando e intuindo informações, como também começa a acontecer com a nossa vida, no decorrer do estudo astrológico.

Muitos de nós começam a receber informações através de sonhos, insights e começam a entrar em parafuso, se sentem confusos, duvidosos, resistentes e podem até se sentir enlouquecendo mas, se ao invés disso, ligarmos o botão da atenção vamos nos abrir para observar que há relação entre aquilo que estamos experienciando e os posicionamentos do nosso mapa ou dos trânsitos encima dele, aumentando assim a aproximação e a intimidade com a simbologia que temos para decodificar a mensagem que o cosmos tem para nos ofertar.

Os logogramas são, por correspondência, semelhantes ao mapa astral e um mapa é o registro do instante no tempo, que pode ser semelhante ao significado ofertada pelos Hectapods através dos logogramas.


A prática de leitura da Louise, iniciou na decomposição destes logogramas e na observação atenta a detalhes que cada símbolo revelava como significado, habilitando para união que estes fariam posteriormente. Assim também se faz no estudo astrológico, se conhece cada signo, cada planeta, cada casa e depois vai se construindo a união destes como o signo na casa, o planeta na casa, o planeta no signo, as conversas entre os planetas. etc.


Depois de conhecer esse processo de aprendizagem explanado acima, eu também quero ressaltar um detalhe, sobre linguagem e cognição, que norteiam nossos aprendizados, independente dos professores e das metodologias de ensino.

O aprendizado de uma nova língua não depende totalmente do professor, como muitos de nós acreditam e, muito menos da metodologia ou dos recursos ofertados formalmente para um aluno.

O aprendizado se forma através da cognição de cada aluno e, isso depende e muito, dos meios que o aluno utiliza para decodificar o aprendizado.

Todo aluno é um individuo e tem sua limitação encontrada na tridimensionalidade, nesse caso, nos sentidos que o seu corpo físico é habilitado a fornecê-lo como: tato, visão, paladar, audição, olfato.

Esses sentidos promovem, inicialmente, a interação do ser com o ambiente que ele é exposto e tem a função de construir imagens que possibilitam o aprendizado das experiências, sua nomeação e seus conceitos e sentidos.


Como por exemplo, se eu te perguntar o que é uma maçã, o que você iria responder?


Provavelmente você vai descrever a imagem e a experiência que você teve com ela, mais ampla ou mais limitada em consciência.


Tipo assim: Ah, maçã é uma fruta vermelha que tem um gosto ácido e um cheio cítrico.


O gosto ácido e o cheiro cítrico serão possíveis de nomear se houverem outras referências que possibilitam compreender o que é ácido e o que é cítrico.

Alguns indivíduos podem declamar referenciais mais apoiados a visão, outros a audição, outros a sensação ou a conceitos que buscaram saber intelectualmente mas, todos são referenciais promovidos pelos sentidos que a matéria proporciona.


E, no caso da Astrologia, como vamos aprender?


Quais sentidos vamos nos apoiar para construir relação com essa língua?

E será que teremos experiências para tomar como referência?

É algo a se pensar, não é mesmo?

Aqui eu chamo atenção ao primeiro princípio hermético: O TODO É MENTAL.

Nessa lei, aprendemos que o Todo é Mente e cria através dela.

Sendo assim, através do segundo preceito: o da correspondência, podemos compreender que como microcosmos também somos mente e temos a habilidade de criar e se conscientizar através dela.


Concluímos então que, toda e qualquer criação faz parte da natureza da mente.


E que tudo que é criado através da mente, seja ela finita (humana) ou infinita (todo) existe e é acessível a consciência, quando esta se disponibiliza a aprender.


Podemos concluir então, que através da nossa vontade, se faz possível a abertura de nossos sentidos para a percepção de novas dimensões de sentidos, desconhecidas até então pelos sentidos do nosso corpo físico.

A Dimensão que a Astrologia traz para nossa consciência é a do TEMPO e está acima de nós, invisível aos nossos sentidos corporais, porém, passíveis de percepção nos ciclos de nosso desenvolvimento.

Nessa dimensão, o tempo não é linear, o passado e o futuro são percebidos no presente como uma coisa só, que se manifestam como circulo, encontrado no formato dos logogramas e também dos mapas astrológicos.


O formato circular aponta para um tempo cíclico que une passado, presente e futuro em ciclos de desenvolvimento de consciência em direção a unidade, a perfeição e ao todo.


E o que isso quer dizer?


Que a habilidade de prever o futuro, mostrada ao final do filme nada mais é do que a manifestação do passado, presente e futuro atuando em uníssono na Louise, dizendo do aprendizado que ela fez ao decodificar e integrar a linguagem contida nos hologramas.

Sendo assim, a questão do filme não é se você viveria tudo que viveu se soubesse o seu futuro mas sim, se você integrou e aceitou tudo que contém no seu passado e no seu futuro e, com tudo isso está inteiro pra viver o seu presente??



Meu nome é Luana Rodrigues e, eu sou professora, astróloga e terapeuta sistêmica da escola.

Para atendimentos ou cursos acesse: www.escolatantoastral.com


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